A Nexy não começou com um plano de negócio. Começou por estar farto.
Sou guarda-redes desde os sete anos. Conheço bem a parte da posição que ninguém mostra: as luvas que custam mais de cem euros e se desfazem ao fim de dois meses.
Foram anos assim. Comprava um par caro, aguentava uma parte da época, e a seguir tinha de ir pedir ao meu pai para comprar outro. Todos os anos a mesma conversa.
Não é só o dinheiro. É chegar ao treino com as palmas já lisas e saber que a bola vai escapar — e não vai ser por culpa tua.
A Nexy nasceu daí. De querer luvas que durassem o que é suposto durarem, a um preço que um miúdo com quinze anos consiga pagar sem ter de pedir a ninguém.
Nenhum modelo Nexy é lançado sem passar por aqui.
Partimos sempre de látex alemão de 4mm. É a base de todos os modelos — o que muda entre eles é o design, nunca a qualidade da palma.
O par vai para as mãos de guarda-redes durante dois meses. Treinos, jogos, chuva e lavagens. Nada de testes de laboratório.
Se a palma alisa cedo, se o punho cede ou se a costura abre, o modelo não é lançado. Volta atrás ou fica pelo caminho.
Se alguma coisa não estiver como deve estar, escreve. Quem responde também está na baliza ao fim de semana.